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180º

por Os Betolas, em 14.07.14

Desculpem!

Desculpem, por não termos cumprido com a nossa palavra. Prometemos que, desde a última paragem, ia ser a valer e voltamos a falhar. Voltámos a parar o blog. Mas calma. Estamos aqui para vos explicar a razão de tudo isto.

 

Há momentos nas nossas vidas que nem as palavras nos sobram. Como sabem e já aqui referimos muitas vezes, fazemos parte de um grupo de amigos que se conhece desde sempre. Crescemos juntos, estudámos juntos e continuamos juntos. Estes dois últimos meses foram concentrados única e exclusivamente no “nós”.

 

1. Há precisamente dois meses, num dos muitos encontros para café, a Jane anunciou que estava de partida. A Jane, depois de uma série de entrevistas conseguiu entrar no sistema de saúde britânico e foi seleccionada para ir para o Reino Unido exercer aquilo para que estudou e se apaixonou – a enfermagem. As nossas reacções foram de felicidade obviamente. Sempre soubemos que aquela era a única saída para ela vingar a brutal ambição que tem. Só não sabíamos que desde aquele momento tínhamos 60 dias para nos despedirmos. E continuámos sem querer saber. Sinceramente, ninguém teve naquele momento, a real noção do que por aí vinha.

 

Os dias foram passando até ao dia em que, numa esplanada de praia, debaixo de um sol abrasador alguém “toca o alarme” e relembra que, distraídos no nosso dia-a-dia, já se tinham passado quase 20 dias dos 60 que tínhamos. Foi nesse momento que percebemos que estava na altura de colocar mãos à obra e organizar uma festa à medida da Jane. A única coisa que ficou definida desde esse dia foi que NUNCA seria uma festa de despedida, mas sim uma festa para celebrar a amizade. Começavam aqui os dias mais incríveis e alucinantes dos últimos tempos.

 

Passados 25 dias estávamos com um sunset surpresa, em pleno rio douro com todos os amigos de sempre reunidos à espera que a Jane chegasse num táxi personalizado à sua medida e de venda nos olhos. Ela nunca fez ideia do que a esperava. Foi um final de noite e noite memorável.

 

2. O dia chegou. O dia em que a Jane se mudava de vez para o Reino Unido. Acordámos todos às 4.00 da manhã para a ir levar ao aeroporto. Todos cheios de força mas no fundo já fracos da saudade.

 

É triste. É triste percebermos que a Jane foi obrigada a deixar tudo aquilo que mais ama para trás. Pior, é triste perceber que o país dela a deixou para trás. A ela e a todos nós, jovens cheios de garra e paixão que nos revemos na situação da Jane. Este país não nos merece. Não luta por nós, não nos apoia. Então porque ficar aqui? Há todo um mundo lá fora que está precisamente à procura daquilo que temos para oferecer. Que sabe que vestimos a camisola e nos envolvemos, cheios de garra, em todo e qualquer projecto ou desafio.

 

A Jane diz que volta. Acreditamos. Mas até lá, até lá com azar, já lhe seguimos as pisadas e, daqui a uns anos, cada um de nós está num sitio diferente a lutar por objectivos e ambições que sempre pensamos concretizar aqui, no nosso Portugal. Todos separados a tomar café em frente a um gadget qualquer com skype e cobertura wifi. A vida às vezes é “madrasta”…

 

3. Nós por cá, Os Betolas, aproveitamos a boleia da Jane e seguimos numa viagem de 10 dias pela Europa central. Pouco acesso à internet e três cidades maravilhosas. Saímos do Porto com destino a Barcelona e depois Hamburgo. De Hamburgo até Praga, com Berlim pelo meio, fomos no mais encantador veículo de transporte – o comboio.

 

10 dias à grande! Em grandes hotéis, grandes cidades e grandes aventuras. Novos companheiros de viagem e umas quantas memórias que vamos partilhar convosco durante esta semana. Cidade a cidade, hotel a hotel e comboio a comboio, vamos contar-vos tudo destes 10 alucinantes dias.

 

4. Entretanto, a caçula do nosso grupo já é enfermeira e orgulhosamente celebramos com ela esta etapa. Há amigos do caraças e nós temo-los a todos. Parabéns Joana!

 

5. Como vêm, não nos esquecemos disto. Impossível. Os Betolas nunca passam de moda!

 

 

 

 

 

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UMA APLICAÇÃO DO "CARAGO"!

por Os Betolas, em 30.04.14

No turismo, o Porto está em voga – já todos sabemos isso – não fossemos nós considerados Best European Destinantion 2014. Aproveitando o crescimento que a cidade está a ter nestes últimos anos, um casal Portuense, Marta Castelo e Pedro Ranito, desenvolveu uma aplicação chamada Oporto Insight. 

 

Esta aplicação, disponível para Android e IOS, além de dar a conhecer os locais mais emblemáticos a visitar, dá-nos também acesso a vários roteiros e curiosidades sobre a cidade que até nós, Portuenses, provavelmente não conhecemos. É possível encontrar vários hotéis, restaurantes, sítios para fazer compras e até informação sobre os espaços com wi-fi gratuita na cidade. 


Mais do que apenas uma aplicação, o Oporto Inshight vai funcionar como base de dados – o trabalho de investigação foi brutal  – e vai ser uma grande ajuda para todos os turistas que visitam o Porto. Nesta aplicação é possível também ter acesso a guias profissionais que fazem visitas pela cidade em várias línguas e roteiros elaborados por portuenses famosos como Vítor Baía, Manuel Serrão, o emblemático Siza Vieira ou o famoso Chef Hélio Loureiro. 
Vale mesmo a pena fazer download! Está disponível gratuitamente na Apple Store e no Google Play.

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AS LAGOAS DE PONTE DE LIMA

por Os Betolas, em 28.04.14

O feriado foi aproveitado para acampar e, como já não o fazíamos há muito tempo, nem as fortes previsões de chuva nos impediram de o fazer. Estivemos mesmo até à última para dormir num albergue em vez de montar as tendas e arriscar duas noites com água por todo o lado, mas o lado aventureiro prevaleceu.  A ideia inicial passou por Paredes de Coura, mas o parque de campismo está em obras, com certeza a preparar-se para o Verão e para o festival, e à pressão tivemos de encontrar uma melhor opção. Então, quinta-feira à noite lá fomos rumo a Ponte de Lima.

Fomos para o um parque de campismo inserido na área protegida das Lagoas de Bertiandos e ficámos, sem dúvida, surpreendidos. Muito bem integrado no meio envolvente, o parque conta com vários espaços tanto para acampar como para estacionar a auto caravana e ainda com bungalows e albergues. Tivemos oportunidade de conhecer grande parte da sua área com o Sr. Jorge, funcionário do parque, que depois de uma hora de conversa na companhia de um chouriço assado às duas da manhã, decidiu fazer-nos uma visita guiada dando-nos a conhecer o horto e a zona dos estábulos onde reside aquele que é a coqueluche do parque: uma enorme égua chamada Lagoa que ficou toda contente por ter companhia aquelas horas!

 

Toda a zona protegida à volta do parque está muito bem conservada, os trilhos estão todos bem marcados e tratados havendo várias opções disponíveis, tanto a nível de distância como a nível de dificuldade (ficamo-nos por uma de 12Km) e há uma serie de miradouros ao longo do caminho que nos permite ter uma vista fantástica sobre as lagoas.

 

Se quiserem saber mais pormenores não deixem de dar uma olhadela no site do campo, vão ver que vale a pena: www.lagoas.cm-pontedelima.pt.

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SER ESCUTEIRO!

por Os Betolas, em 23.04.14

 

Um passeio de domingo de manhã com os meus pais. Eu no banco de trás do carro a apreciar a paisagem. Vejo um grupo de pessoas a pé, no meio do nado com “umas roupas estranhas”. Na inocência dos meus cinco anos pergunto ao meu pai o que era aquilo. Ele diz-me que eram escuteiros e apressa-se a explicar-me que era um “grupo de pessoas de todas as idades, que se juntam para explorar a natureza e ajudar os mais pobres”. A minha mãe, logo entra na conversa e pergunta se eu me imaginava lá. Disse que sim.

 

Tempos depois, num domingo de manhã cheio de sol, os meus pais levaram-me ao agrupamento de escuteiros de Santo Ovideo. Foi amor à primeira vista. Depois daquele dia, seguiram-se 11 anos de pura diversão, entreajuda e de novos amigos.

 

Quando dei por mim, a tal ocupação de fim-de-semana, era já uma forma de viver. Foram tardes, dias e semanas em que preferi o jantar queimado numa quase-mesa no meio do nada a festas de anos de amigos ou tardes ao sol. Éramos nós, uma fogueira e as músicas de sempre até ás altas horas da noite.

 

Lembro-me, como se fosse hoje, de cada promessa que fiz. Do desespero da preparação da cerimónia, á excitação de “vestir” uma nova cor.  De cada caminhada com a mochila carregada. De cada noite ao relento, no meio de clareiras a olhar o céu. De cada construção e de cada check-list para que nada faltasse nos acampamentos. De cada anilha trocada com amigos escuteiros de outros agrupamentos. Ah, e as longas discussões com a minha mãe por eu não querer, nunca, lavar o lenço já quase sem cor ou comprar uma camisa nova. Como dizia o escuteiro Hélder Cerqueira, “não há maior orgulho que ter um uniforme quase sem cor” porque sabes que cada rasgão, cada nódoa são um marco das tuas aventuras.

 

Hoje, por motivos de força maior, infelizmente não sou escuteiro praticante. Há situações que nos ultrapassam e nos impedem de continuar mas o espírito mantém-se aqui. Eu continuo a ser escuteiro e um dia, em breve espero, voltarei ao activo com a mesma força e o mesmo entusiasmo. Tal e qual o primeiro dia.

 

 

Uma forte canhota!

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CORK GLOBE – CADA DESTINO, UM PIN

por Os Betolas, em 08.03.14

 

Por certo que todos já ouviram falar de alguém que usa um mapa mundo para marcar todos os locais por onde já passou. Nós temos amigos e conhecidos assim.

 

Já pensamos em fazer o mesmo. Cobrir uma parede com um grande mapa mundo e ir criando uma rota pelos destinos por onde já passamos com um simples pionés. Contudo, acabamos de mudar de ideias.

 

Uma empresa britânica acaba de lançar um globo de cortiça. Sim, não um planisfério mas um globo. Este mítico objecto ganha, agora, um novo uso. Ter um globo em casa já não serve apenas para girar e decidir o próximo destino a visitar ou até para emigrar (sim, nós já fizemos isso) ou simplesmente como decoração. Ter um Cork Globe é muito mais à frente.

 

A expressão “recordação da viagem” ganha um novo significado. Sugerimos até, para tornar o globo mais personalizado, que comprem um pin, e não um pionés em cada destino que visitam, depois é só chegar a casa e marcar esse mesmo destino no globo.

 

Nós já estamos cheios de vontade de ter um e começar a criar rotas.

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BETOLAS ON ROAD: LAGO DE SANABRIA | DIA 3

por Os Betolas, em 06.03.14

Hoje, após o pequeno-almoço, tivemos oportunidade de falar com a responsável da Pousada onde estamos - Aurori.

 

Aurori tem uma paixão por Sanabria e ficou quase que ofendida quando, num comentário, lhe dissemos que este era um espaço pequeno onde pouco havia para fazer. Depressa se sentou e cortou um papel para nos preparar o programa para o dia de hoje. E que programa.

 

Eram onze da manhã quando saímos em direcção ao Lago de Sanabria. Sim, já lá tínhamos estado ontem mas a Aurori fez-nos lá voltar para mais aventuras.

 

Chegámos ao Lago eram onze e meia e fomos directos comprar o bilhete para o cruzeiro ambiental de Sanabria (16€ cada). Éramos os únicos. Uma visita personalizada com dois guias do melhor que já vimos, o Raul e a Pilar.

 

O cruzeiro é feito no primeiro “catamaran” solar-eólico do mundo, ou seja, não poluente. O que aqui faz todo o sentido. Aliás, para comprovar o cuidado ambiental da sua construção, a primeira actividade a que somos sujeitos quando embarcamos é o fechar os olhos e ouvir a musica ambiente. Quando os abrimos já estamos fora do porto de embarque sem sequer nos apercebermos de qualquer ruído.

 

A viagem durou cerca de uma hora e pouco. Antes de nos despedirmos ainda houve tempo para uma cidra de sanabria que o Raul fez questão de oferecer.

 

Continuando a seguir á risca o programa da Aurori fomos para Ribadelago Viejo, uma vila em ruínas desde os anos 50. A quebra de uma barragem construída na altura inundou toda a vila tornando-a um local sombrio num cenário de total destruição. Hoje, serve simplesmente como zona de culto a todos os ex-residentes que ali perderam a vida. Aqui, aproveitamos ainda para uma caminhada por entre os rochedos que levam ao Rio Tera. Imperdível!

Nisto, quando nos apercebemos eram já duas da tarde (hora espanhola) e seguimos para almoço na vila de San Martin de Castañeda. Comemos um bife de vitela dos melhores que alguma vez podíamos experimentar. “Carne da terra”, dizia o dono do restaurante EL Recreo.

 

Já a meio do programa, continuamos a subir em direcção ao Lago de los Peces, mesmo no topo das montanhas e, ainda, todo em gelo. Meia hora numa estrada cheia de curvas e neve nas bermas, que indicavama a passagem do limpa-neves, chegamos lá e...agora passamos a palavra a estas FANTÁSTICAS imagens que conseguimos captar:

 
 
 

 

 
 
 

 

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BETOLAS ON ROAD: DESTINO SANABRIA | DIA 2

por Os Betolas, em 05.03.14

O despertador tocou às nove da manhã. Descemos para tomar o pequeno-almoço. Um dia longo nos esperava. Check-out e saímos em direcção ao centro de Bragança.

 

Começámos pela Praça da Sé, emblemática zona do centro histórico e seguimos para o castelo. Pelo caminho ainda tivemos direito a explicações de reconhecimento da zona de uma senhora nos seus 80 anos que, orgulhosa, nos falou da cidade. Subimos, mais tarde, às muralhas do castelo para captar algumas fotos da área envolvente – e que área!

 

A entrada no castelo custa 2€ que valem bem a pena. O castelo é hoje um museu militar com 17 salões que expõem espólios de guerra. Tudo faz sentido quando percebemos que este não foi, nunca, um castelo construído como residência mas sim como fortaleza. Se tiverem oportunidade, não deixem de lá passar.

 

 

Os pontos que pretendíamos visitar estavam vistos e podíamos seguir viagem para Sanabria. E mal sabíamos nós as paisagens fantásticas que íamos encontrar!

 

Pelo caminho fomos parando sempre à procura da melhor foto. A meio, encontrámos uma indicação que nos levava para “Aldeia Preservada”. Estávamos com tempo e decidimos ver afinal o que havia por ali. Subimos, subimos, subimos e a certo ponto demos por nós no meio do nada e no topo das montanhas – ou será que ainda havia mais para subir?

 

Mais à frente um cruzamento que nos levou certinhos à Aldeia do Montesinho. FAN-TÁS-TI-CO! A verdadeira experiência da ruralidade ali á nossa frente. Parámos na Casa do Povo. Parámos porque, ao passar, o Sr. Manuel, funcionário da casa, nos saudou. Tomámos um café e demos “duas de letra”. O Sr. Manuel explicou-nos que há uma semana a aldeia estava coberta de neve e o limpa-neves demorou três dias para tirar o possível. E nós a pensar “damn it, porque não viemos mais cedo”. Entretanto, chega mais um dos 50 moradores da aldeia que nos pergunta o que fazemos por ali. Entre conversas de um curioso que não está habituado a ver “gentes alheias”, indicou-nos o caminho mais fácil para chegar a Sanabria: “no próximo cruzamento à esquerda”. Entusiasmados, despedimo-nos e seguimos viagem até ao próximo cruzamento. Aqui começa a aventura!

 

 

O cruzamento que os “montesinhos” nos indicaram não era bem aquele. Fiéis e confiantes no que eles nos tinham dito, virámos à esquerda para uma rua em terra batida. Seguimos e seguimos e seguimos… Sempre com pavimento em terra, sempre a subir. Já tínhamos andando uns cinco quilómetros sem o mínimo vestígio de humanidade. Agora sim estávamos no topo da montanha! Havia neve, uma ponte sobre um gigante lago e as de sempre, ventoinhas eólicas. Com metade do caminho feito decidimos que haveríamos de ir parar a algum lado. E sim, fomos dar a um estaleiro de obras. Parámos, já assustados, e perguntámos se aquele era mesmo o caminho certo para Sanabria e, obviamente, os senhores que lá trabalhavam se riram e nos aconselharam a voltar para trás. Afinal, o cruzamento certo era o segundo e não o primeiro de quem vem da Aldeia de Montesinho”. Sendo assim, voltámos a fazer todo o caminho para trás até ao cruzamento correcto.

 

 

Finalmente a andar em alcatrão, continuámos a apreciar as valentes paisagens com que todo o caminho nos brinda. Curvas e contra-curvas, paragens pelo caminho e batiam as quatro da tarde. Entrámos em Espanha mais à frente. Bastante mais à frente, estava Sanabria. Chegámos e fomos directos à “Pousada Real La Carteria”. Só vos podemos dizer que não podíamos ter escolhido melhor. A pousada é do melhor, com uma varanda em vidro com vista panorâmica sobre toda a “puebla”. Alojamento a condizer com o rústico de Sanabria.

 

A fome para almoço começou a aparecer e procurámos um restaurante para comer. Foi difícil, às cinco da tarde todas as portas nos informavam que estavam “cerrados para ciesta”. Já no desespero encontramos um bar-restaurante no meio de uma rua do centro histórico. Bem, não podemos dizer que foi a melhor experiência gastronómica que tivemos. Completamente perdidos a ler a Carta ficámo-nos por uma tábua de queijo e enchidos e ovos com batatas fritas.

 

Recuperados, passámos pelo hotel para nos “equiparmos” para a próxima aventura. Seguimos para o Lago. Afinal foi por isso que aqui viemos. Oito quilómetros do centro até lá. A ruralidade no seu extremo e estradas vazias. Conseguimos lá chegar sem problema. Estacionamos o carro e “pés ao caminho” por entre trilhos primitivos e rochedos. Do nada, o Lago mesmo ali. Eram seis menos um quarto, o sol começava a pôr-se e a vista não podia ser melhor. Incrível mesmo! A Natureza no seu melhor e nós a saber aproveitar. A sério, este local é talvez dos mais extraordinários por onde já passámos. Imperdível para qualquer amante da Natureza.

 

Fiquem com as fotos que conseguimos tirar mas não se iludam. Não há palavras nem fotos que consigam descrever tal desprendimento e calma. Contudo, nós, teimosos, tentámos trazer-vos um pouco do que ali se sente. Por isso, sintam e aproveitem!

 

 

 

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Três da tarde e nós prontos a arrancar. O Toyota Auris carregado, máquina fotográfica em punho e a boa disposição de sempre. Siga para duas horas e meia de viagem.

 

Ainda estamos meio perdidos. Foi tudo decidido hoje. “Sempre em cima da hora”, dizem os nossos pais. Mas isto assim é que tem piada! Marcámos apenas duas noites na Pousada Real La Carteria, bem no centro do “pueblo", em Sanabria – o nosso destino. Enviámos email para confirmar a reserva e eles, vejam só, gentilmente ofereceram-nos os pequenos-almoços. Vêem? Os “nuestros hermanos” quando querem também são um espectáculo!

 

O tempo chuvoso acompanha-nos durante quase toda a viagem. Parámos na estação de serviço de Penafiel para abastecer o depósito do carro e continuámos pelos caminhos de Portugal. Paisagens fantásticas pelo caminho todo até chegar ao Marão. Nevoeiro cerrado...

Uma hora depois, a fome começa a apertar e saímos em Vila Real para “picar” algo. Depois de voltas e voltas e tudo fechado - isto de ser Carnaval não ajuda nada - encontrámos mesmo perto da Sé Catedral de Vila Real, a Pastelaria Gomes. Um “ponto de encontro” emblemático da cidade com um aspecto rústico de antigo salão de chá. Dois cafés e uma torrada para cada um, umas fotos no centro histórico e seguimos viagem.

 

Começa a anoitecer, damos connosco no meio da A4 a seguir as indicações para Bragança. Está decidido, vamos pernoitar lá...

 

Nova Actualização:

Chegámos a Bragança. Procurámos por um hotel e um “local” aconselha-nos o Íbis Bragança. Pensámos “porque não?”. Económico e central. Sem muitas opções fizemos check-in e, sem surpresas... Fraquinho! Sim, sabem que somos hoteleiros e isto trabalhar na área torna-nos bem mais exigentes e críticos.

 

Instalados e já a bater as nove da noite, saímos em direcção ao centro. Encontrámos o único restaurante aberto da zona, achámos nós. A chuva não permitiu procurar mais. Ficámo-nos então no Restaurante Solar Bragançano.

 

O Solar Bragançano está num antigo edifício, com uma escadaria imponente que com orgulho mostra a distinção como um dos 100 melhores restaurantes de Portugal. À partida pensaríamos que era caro, mas não. Um restaurante bem em conta. Sem opção, entrámos e fomos simpaticamente recebidos pelo dono que nos direccionou à mesa. Depressa nos explicou que era dia de pouco movimento. Para além da nossa mesa, tinham apenas duas outras ocupadas com um grupo de espanhóis.

 

O ambiente era familiar e genuinamente requintado. Uma decoração e um serviço a fazer lembrar o início do século XX.

Chegou-nos, entretanto, à mesa um pão regional com molho de azeite e ervas e, claro, o vinho tinto da casa. Entre conversas e troca de ideias com os donos do solar o tempo foi passando até chegar o prato principal. Omeleta de cogumelos com salada para um e alheira com batatas douradas e castanhas para outro. Aqui, percebemos que viemos ter ao sítio certo: o jantar estava realmente bom!

 

Para sobremesa foi-nos sugerida a torta de laranja da casa e o leite-creme que não desiludiram. Para acompanhar a sobremesa e o café, o prazer da companhia do Sr. Desidério e da Dª Ana. Um casal cinco estrelas que nos fez sentir em casa.

No final, ainda tivemos direito a uma garrafa de “Parta Velha”, um vinho da região. Eram já onze e meia quando nos despedimos com a promessa de voltar.

 

Seguimos em direcção à zona universitária, a única zona onde encontraríamos um bar aberto àquela hora e, claro, só poderíamos terminar o primeiro dia desta viagem a beber um gin.

 

 

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IDEIAS PARA FÉRIAS, HÁ?

por Os Betolas, em 01.03.14

 

Esta semana estamos de férias. Tiramos estes dias para “desligar” da correria que a vida de um hoteleiro exige.

Estava previsto irmos a Istambul ter com uns amigos que emigraram mas não se proporcionou. Decidimos portanto passar férias cá dentro.

 

Começamos a procurar casas de campo que nos proporcionassem a “verdadeira experiência da ruralidade” e deparamo-nos com A Velha Padaria em Fornos de Algodres. Esta casa rural tem programas fantásticos para todos os gostos. Pensamos no Pacote Terra dos Queijos que nos permite viver a vida da pastorícia de perto com direito a ordenha e fabrico de queijos durante 3 dias. Tudo isto por 178€ por pessoa. Perfeito!

 A Velha Padaria, Fornos de Algodres

 

No entanto, quando estávamos prestes a fazer reserva lembramo-nos de Sanabria em Espanha que, dizem amigos nossos, é uma experiência também incrível. É certo que não tem a ruralidade profunda que Fornos de Algodres nos podem proporcionar mas está a nevar e tem um lago enorme que só pelas fotos já nos deixa boquiabertos.

 Sanabria, Espanha

 

Ora bem, e agora o que escolher? A vida de pastor em Fornos de Algodres ou a vida pacata de Sanabria? Ideias por aí? Algum de vocês conhece alguma destas regiões? Ou têm ideias de outras experiências do género?

 

O tempo começa a apertar, queremos pôr-nos a caminho já na segunda-feira e ainda não temos nada decidido. Mas será que tem que se decidir alguma coisa ou  o melhor será sair sem destino e ver até onde vamos?

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SER PORTO

por Os Betolas, em 13.02.14

O Porto é o Melhor Destino Europeu 2014. Pela segunda vez a nossa cidade é reconhecida pelos consumidores com este prémio. Primeiro em 2012 e agora. Desta vez com uma diferença, fomos líderes destacados na votação.

 

Este prémio vem re-afirmar a força da Invicta no panorama turístico nacional e até europeu. Já não somos só o destino do vinho do Porto ou da gastronomia de qualidade. Somos muito mais!

 

Crescemos, nos últimos anos, de forma significativa, sabendo aproveitar o que de melhor temos. É certo que o Vinho do Porto, mundialmente reconhecido, nos ajudou nesta caminhada mas não foi ele que nos tornou no que somos hoje – uma marca. O nosso vinho foi apenas uma porta que soubemos abrir para nos dar a conhecer ao mundo.

 

Somos hoteleiros, lidamos diariamente com dezenas de turistas vindos dos mais diversos pontos do globo e todos, hoje, quando lhes perguntamos se estão a gostar de cá estar, começam sempre com as mesmas expressões – “nunca vi um povo assim”, “vocês são fantásticos” e “sabem mesmo receber”.

 

Temos histórias de clientes que chegam boquiabertos ao hotel porque estavam perdidos à volta da cidade e não encontravam o hotel. Pararam para perguntar a um senhor, que até estava sentado no banco do jardim a ler o seu jornal a gozar a sua reforma, onde era o hotel. O senhor levantou-se e em vez de lhes explicar, levou-os ao local. Pelo caminho foi-lhes mostrando um pouco da cidade e explicando como tudo funciona. Entre este, muitos outros exemplos da simpatia das “gentes” do Porto. E é isto que marca a diferença, o facto de cada um de nós ser quase como um guia local para os viajantes. O acolher cada um como se fosse um de nós. Somos um povo vibrante que sabe vender as suas raízes porque tem orgulho nelas. Nunca tentamos esconder a nossa identidade e somos respeitados por isso.

 

O turista de hoje já não quer apenas paisagens idílicas ou monumentos centenários mas sim uma experiência genuína de contacto com as “gentes” e com os seus costumes. Aqui no Porto, há tudo isso. Cada viajante volta a “casa” com a sensação de que É PORTO. E o que é isto de SER PORTO? Não se explica, sente-se!

 

Porto - European Best Destination 2014 from Atmos Aerial Filming on Vimeo.

 

Por Tiago Pinto

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O NOSSO PORTO

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