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Três da tarde e nós prontos a arrancar. O Toyota Auris carregado, máquina fotográfica em punho e a boa disposição de sempre. Siga para duas horas e meia de viagem.

 

Ainda estamos meio perdidos. Foi tudo decidido hoje. “Sempre em cima da hora”, dizem os nossos pais. Mas isto assim é que tem piada! Marcámos apenas duas noites na Pousada Real La Carteria, bem no centro do “pueblo", em Sanabria – o nosso destino. Enviámos email para confirmar a reserva e eles, vejam só, gentilmente ofereceram-nos os pequenos-almoços. Vêem? Os “nuestros hermanos” quando querem também são um espectáculo!

 

O tempo chuvoso acompanha-nos durante quase toda a viagem. Parámos na estação de serviço de Penafiel para abastecer o depósito do carro e continuámos pelos caminhos de Portugal. Paisagens fantásticas pelo caminho todo até chegar ao Marão. Nevoeiro cerrado...

Uma hora depois, a fome começa a apertar e saímos em Vila Real para “picar” algo. Depois de voltas e voltas e tudo fechado - isto de ser Carnaval não ajuda nada - encontrámos mesmo perto da Sé Catedral de Vila Real, a Pastelaria Gomes. Um “ponto de encontro” emblemático da cidade com um aspecto rústico de antigo salão de chá. Dois cafés e uma torrada para cada um, umas fotos no centro histórico e seguimos viagem.

 

Começa a anoitecer, damos connosco no meio da A4 a seguir as indicações para Bragança. Está decidido, vamos pernoitar lá...

 

Nova Actualização:

Chegámos a Bragança. Procurámos por um hotel e um “local” aconselha-nos o Íbis Bragança. Pensámos “porque não?”. Económico e central. Sem muitas opções fizemos check-in e, sem surpresas... Fraquinho! Sim, sabem que somos hoteleiros e isto trabalhar na área torna-nos bem mais exigentes e críticos.

 

Instalados e já a bater as nove da noite, saímos em direcção ao centro. Encontrámos o único restaurante aberto da zona, achámos nós. A chuva não permitiu procurar mais. Ficámo-nos então no Restaurante Solar Bragançano.

 

O Solar Bragançano está num antigo edifício, com uma escadaria imponente que com orgulho mostra a distinção como um dos 100 melhores restaurantes de Portugal. À partida pensaríamos que era caro, mas não. Um restaurante bem em conta. Sem opção, entrámos e fomos simpaticamente recebidos pelo dono que nos direccionou à mesa. Depressa nos explicou que era dia de pouco movimento. Para além da nossa mesa, tinham apenas duas outras ocupadas com um grupo de espanhóis.

 

O ambiente era familiar e genuinamente requintado. Uma decoração e um serviço a fazer lembrar o início do século XX.

Chegou-nos, entretanto, à mesa um pão regional com molho de azeite e ervas e, claro, o vinho tinto da casa. Entre conversas e troca de ideias com os donos do solar o tempo foi passando até chegar o prato principal. Omeleta de cogumelos com salada para um e alheira com batatas douradas e castanhas para outro. Aqui, percebemos que viemos ter ao sítio certo: o jantar estava realmente bom!

 

Para sobremesa foi-nos sugerida a torta de laranja da casa e o leite-creme que não desiludiram. Para acompanhar a sobremesa e o café, o prazer da companhia do Sr. Desidério e da Dª Ana. Um casal cinco estrelas que nos fez sentir em casa.

No final, ainda tivemos direito a uma garrafa de “Parta Velha”, um vinho da região. Eram já onze e meia quando nos despedimos com a promessa de voltar.

 

Seguimos em direcção à zona universitária, a única zona onde encontraríamos um bar aberto àquela hora e, claro, só poderíamos terminar o primeiro dia desta viagem a beber um gin.

 

 

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