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Depois de termos assistido à primeira mão do jogo entre City e Barça em Manchester e de ver como o jogo correu, não podemos deixar de seguir a segunda mão.

 

Ao contrário do que foi repetido dias depois da vitória do Barça na primeira mão, não consideramos a eliminatória resolvida. A forma como a equipa de Pellegrini fez frente à equipa de Tata Martino dava a entender que mesmo que a eliminatória fosse decidida em Camp Nou, o City ainda tinha uma palavra a dizer.

 

A abordagem da equipa inglesa, na primeira parte, foi diferente da forma como começou em casa. O Barça dominou claramente grande parte dos primeiros 45 min e o City deixou jogar, conseguindo várias vezes dar o ar de sua graça em contra-ataque. Neymar andou endiabrado e eclipsou Messi, que uma vez mais esteve muito apagado. O City, ainda assim, para quem tinha de virar a eliminatória, fez muito pouco nesta primeira parte. Aguero pareceu sempre demasiado sozinho, Yaya Touré caiu na teia criada pelo meio campo do Barcelona não conseguindo ser influente e decisivo e Silva e Nasri – os dois criativos – pouco ou nada criaram para fazer a diferença. 

 

A segunda parte foi completamente diferente! As equipas entraram com a baliza na mira e as oportunidades flagrantes de golo foram muitas, tornando os primeiros 15 min muito intensos. O City ainda conseguiu ser mais perigoso, usando Milner e a ala direito do ataque para o conseguir, e ainda aproveitando o virtuosismo de Fernandinho e Yaya Toure, bem mais soltos no segundo tempo. Mas tal como aconteceu na primeira mão, e uma vez mais contra a corrente do jogo, Messi aparece, depois de mais um erro individual de Lescott, e com uma classe tremenda faz o golo e deixa cair por terra as ambições do Manchester City. O jogo daqui para a frente perdeu toda a emoção, Zabaleta foi expulso e o Barça dominou totalmente o encontro. Já a finalizar, dois golos para cada lado, que nada vieram mudar o rumo do jogo.

 

O Barcelona mostrou, uma vez mais, que na fase a eliminar da Champions a experiência conta muito e o City, mesmo sendo uma equipa de grande qualidade e estando em claro crescimento, necessitará de ganhar estaleca para poder ombrear com os principais tubarões da liga milionária.

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RONALDO E OS SEUS DOIS MUNDOS

por Os Betolas, em 11.03.14

Cristiano Ronaldo pagou uma cirurgia vital a uma criança com uma doença cerebral grave.  Meio mundo está surpreendido, nós não.

 

Ronaldo é o jogador mais mediático do mundo, não apenas por ser bonito, rico e grande jogador – como ele diz - mas por ser polémico, por dizer o que pensa e por não se deixar ficar. Mas esse é apenas um dos mundos do Português. O mundo que ele cria para se proteger e o mundo que só os que não gostam dele querem ver.

 

O verdadeiro mundo do astro português tem valores bem mais fortes que esses. Ronaldo é um exemplo de ambição, força e perseverança e não há um único treinador que não diga que ele é o primeiro a chegar e o último a sair de cada treino. Tudo o que Ronaldo atingiu não foi obra do acaso. Foi trabalho, foi dedicação, amor à camisola e à pátria e uma pessoa que chega tão alto tem obviamente de se proteger, não só a si, mas aos seus também. 

 

Este recente acto de bondade do Cristiano não surpreende por isto mesmo. Ronaldo age como se estivesse em campo, um drible para a direita, outro para a esquerda e passa sem se fazer notar. Sempre protegido pela sua bolha invisível, só no momento da decisão é que se dá por ele e aí já ele fez a diferença. Desta vez não foi em campo, mas sim no jogo da vida mostrando uma vez mais que até aí é decisivo. 

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LET THE GAME BEGIN!

por Os Betolas, em 11.03.14
Sim, estamos ansiosos pelo regresso de Game of Thrones. É já dia 6 de Abril!
Quem aqui também mal pode esperar?

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PODIAM SER "MONOS", MAS SÃO KOMONO

por Os Betolas, em 10.03.14

Já conhecem a Komono? Nós descobrimos por acaso e ficamos fãs! Relógios simples, com apontamentos vintage e cheios de pinta. E mais importante, com preços bem acessíveis! Já estão na nossa wishlist. 

 

Relógios que não nos importavamos de ter:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CORK GLOBE – CADA DESTINO, UM PIN

por Os Betolas, em 08.03.14

 

Por certo que todos já ouviram falar de alguém que usa um mapa mundo para marcar todos os locais por onde já passou. Nós temos amigos e conhecidos assim.

 

Já pensamos em fazer o mesmo. Cobrir uma parede com um grande mapa mundo e ir criando uma rota pelos destinos por onde já passamos com um simples pionés. Contudo, acabamos de mudar de ideias.

 

Uma empresa britânica acaba de lançar um globo de cortiça. Sim, não um planisfério mas um globo. Este mítico objecto ganha, agora, um novo uso. Ter um globo em casa já não serve apenas para girar e decidir o próximo destino a visitar ou até para emigrar (sim, nós já fizemos isso) ou simplesmente como decoração. Ter um Cork Globe é muito mais à frente.

 

A expressão “recordação da viagem” ganha um novo significado. Sugerimos até, para tornar o globo mais personalizado, que comprem um pin, e não um pionés em cada destino que visitam, depois é só chegar a casa e marcar esse mesmo destino no globo.

 

Nós já estamos cheios de vontade de ter um e começar a criar rotas.

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BETOLAS ON ROAD: LAGO DE SANABRIA | DIA 3

por Os Betolas, em 06.03.14

Hoje, após o pequeno-almoço, tivemos oportunidade de falar com a responsável da Pousada onde estamos - Aurori.

 

Aurori tem uma paixão por Sanabria e ficou quase que ofendida quando, num comentário, lhe dissemos que este era um espaço pequeno onde pouco havia para fazer. Depressa se sentou e cortou um papel para nos preparar o programa para o dia de hoje. E que programa.

 

Eram onze da manhã quando saímos em direcção ao Lago de Sanabria. Sim, já lá tínhamos estado ontem mas a Aurori fez-nos lá voltar para mais aventuras.

 

Chegámos ao Lago eram onze e meia e fomos directos comprar o bilhete para o cruzeiro ambiental de Sanabria (16€ cada). Éramos os únicos. Uma visita personalizada com dois guias do melhor que já vimos, o Raul e a Pilar.

 

O cruzeiro é feito no primeiro “catamaran” solar-eólico do mundo, ou seja, não poluente. O que aqui faz todo o sentido. Aliás, para comprovar o cuidado ambiental da sua construção, a primeira actividade a que somos sujeitos quando embarcamos é o fechar os olhos e ouvir a musica ambiente. Quando os abrimos já estamos fora do porto de embarque sem sequer nos apercebermos de qualquer ruído.

 

A viagem durou cerca de uma hora e pouco. Antes de nos despedirmos ainda houve tempo para uma cidra de sanabria que o Raul fez questão de oferecer.

 

Continuando a seguir á risca o programa da Aurori fomos para Ribadelago Viejo, uma vila em ruínas desde os anos 50. A quebra de uma barragem construída na altura inundou toda a vila tornando-a um local sombrio num cenário de total destruição. Hoje, serve simplesmente como zona de culto a todos os ex-residentes que ali perderam a vida. Aqui, aproveitamos ainda para uma caminhada por entre os rochedos que levam ao Rio Tera. Imperdível!

Nisto, quando nos apercebemos eram já duas da tarde (hora espanhola) e seguimos para almoço na vila de San Martin de Castañeda. Comemos um bife de vitela dos melhores que alguma vez podíamos experimentar. “Carne da terra”, dizia o dono do restaurante EL Recreo.

 

Já a meio do programa, continuamos a subir em direcção ao Lago de los Peces, mesmo no topo das montanhas e, ainda, todo em gelo. Meia hora numa estrada cheia de curvas e neve nas bermas, que indicavama a passagem do limpa-neves, chegamos lá e...agora passamos a palavra a estas FANTÁSTICAS imagens que conseguimos captar:

 
 
 

 

 
 
 

 

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BETOLAS ON ROAD: DESTINO SANABRIA | DIA 2

por Os Betolas, em 05.03.14

O despertador tocou às nove da manhã. Descemos para tomar o pequeno-almoço. Um dia longo nos esperava. Check-out e saímos em direcção ao centro de Bragança.

 

Começámos pela Praça da Sé, emblemática zona do centro histórico e seguimos para o castelo. Pelo caminho ainda tivemos direito a explicações de reconhecimento da zona de uma senhora nos seus 80 anos que, orgulhosa, nos falou da cidade. Subimos, mais tarde, às muralhas do castelo para captar algumas fotos da área envolvente – e que área!

 

A entrada no castelo custa 2€ que valem bem a pena. O castelo é hoje um museu militar com 17 salões que expõem espólios de guerra. Tudo faz sentido quando percebemos que este não foi, nunca, um castelo construído como residência mas sim como fortaleza. Se tiverem oportunidade, não deixem de lá passar.

 

 

Os pontos que pretendíamos visitar estavam vistos e podíamos seguir viagem para Sanabria. E mal sabíamos nós as paisagens fantásticas que íamos encontrar!

 

Pelo caminho fomos parando sempre à procura da melhor foto. A meio, encontrámos uma indicação que nos levava para “Aldeia Preservada”. Estávamos com tempo e decidimos ver afinal o que havia por ali. Subimos, subimos, subimos e a certo ponto demos por nós no meio do nada e no topo das montanhas – ou será que ainda havia mais para subir?

 

Mais à frente um cruzamento que nos levou certinhos à Aldeia do Montesinho. FAN-TÁS-TI-CO! A verdadeira experiência da ruralidade ali á nossa frente. Parámos na Casa do Povo. Parámos porque, ao passar, o Sr. Manuel, funcionário da casa, nos saudou. Tomámos um café e demos “duas de letra”. O Sr. Manuel explicou-nos que há uma semana a aldeia estava coberta de neve e o limpa-neves demorou três dias para tirar o possível. E nós a pensar “damn it, porque não viemos mais cedo”. Entretanto, chega mais um dos 50 moradores da aldeia que nos pergunta o que fazemos por ali. Entre conversas de um curioso que não está habituado a ver “gentes alheias”, indicou-nos o caminho mais fácil para chegar a Sanabria: “no próximo cruzamento à esquerda”. Entusiasmados, despedimo-nos e seguimos viagem até ao próximo cruzamento. Aqui começa a aventura!

 

 

O cruzamento que os “montesinhos” nos indicaram não era bem aquele. Fiéis e confiantes no que eles nos tinham dito, virámos à esquerda para uma rua em terra batida. Seguimos e seguimos e seguimos… Sempre com pavimento em terra, sempre a subir. Já tínhamos andando uns cinco quilómetros sem o mínimo vestígio de humanidade. Agora sim estávamos no topo da montanha! Havia neve, uma ponte sobre um gigante lago e as de sempre, ventoinhas eólicas. Com metade do caminho feito decidimos que haveríamos de ir parar a algum lado. E sim, fomos dar a um estaleiro de obras. Parámos, já assustados, e perguntámos se aquele era mesmo o caminho certo para Sanabria e, obviamente, os senhores que lá trabalhavam se riram e nos aconselharam a voltar para trás. Afinal, o cruzamento certo era o segundo e não o primeiro de quem vem da Aldeia de Montesinho”. Sendo assim, voltámos a fazer todo o caminho para trás até ao cruzamento correcto.

 

 

Finalmente a andar em alcatrão, continuámos a apreciar as valentes paisagens com que todo o caminho nos brinda. Curvas e contra-curvas, paragens pelo caminho e batiam as quatro da tarde. Entrámos em Espanha mais à frente. Bastante mais à frente, estava Sanabria. Chegámos e fomos directos à “Pousada Real La Carteria”. Só vos podemos dizer que não podíamos ter escolhido melhor. A pousada é do melhor, com uma varanda em vidro com vista panorâmica sobre toda a “puebla”. Alojamento a condizer com o rústico de Sanabria.

 

A fome para almoço começou a aparecer e procurámos um restaurante para comer. Foi difícil, às cinco da tarde todas as portas nos informavam que estavam “cerrados para ciesta”. Já no desespero encontramos um bar-restaurante no meio de uma rua do centro histórico. Bem, não podemos dizer que foi a melhor experiência gastronómica que tivemos. Completamente perdidos a ler a Carta ficámo-nos por uma tábua de queijo e enchidos e ovos com batatas fritas.

 

Recuperados, passámos pelo hotel para nos “equiparmos” para a próxima aventura. Seguimos para o Lago. Afinal foi por isso que aqui viemos. Oito quilómetros do centro até lá. A ruralidade no seu extremo e estradas vazias. Conseguimos lá chegar sem problema. Estacionamos o carro e “pés ao caminho” por entre trilhos primitivos e rochedos. Do nada, o Lago mesmo ali. Eram seis menos um quarto, o sol começava a pôr-se e a vista não podia ser melhor. Incrível mesmo! A Natureza no seu melhor e nós a saber aproveitar. A sério, este local é talvez dos mais extraordinários por onde já passámos. Imperdível para qualquer amante da Natureza.

 

Fiquem com as fotos que conseguimos tirar mas não se iludam. Não há palavras nem fotos que consigam descrever tal desprendimento e calma. Contudo, nós, teimosos, tentámos trazer-vos um pouco do que ali se sente. Por isso, sintam e aproveitem!

 

 

 

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Três da tarde e nós prontos a arrancar. O Toyota Auris carregado, máquina fotográfica em punho e a boa disposição de sempre. Siga para duas horas e meia de viagem.

 

Ainda estamos meio perdidos. Foi tudo decidido hoje. “Sempre em cima da hora”, dizem os nossos pais. Mas isto assim é que tem piada! Marcámos apenas duas noites na Pousada Real La Carteria, bem no centro do “pueblo", em Sanabria – o nosso destino. Enviámos email para confirmar a reserva e eles, vejam só, gentilmente ofereceram-nos os pequenos-almoços. Vêem? Os “nuestros hermanos” quando querem também são um espectáculo!

 

O tempo chuvoso acompanha-nos durante quase toda a viagem. Parámos na estação de serviço de Penafiel para abastecer o depósito do carro e continuámos pelos caminhos de Portugal. Paisagens fantásticas pelo caminho todo até chegar ao Marão. Nevoeiro cerrado...

Uma hora depois, a fome começa a apertar e saímos em Vila Real para “picar” algo. Depois de voltas e voltas e tudo fechado - isto de ser Carnaval não ajuda nada - encontrámos mesmo perto da Sé Catedral de Vila Real, a Pastelaria Gomes. Um “ponto de encontro” emblemático da cidade com um aspecto rústico de antigo salão de chá. Dois cafés e uma torrada para cada um, umas fotos no centro histórico e seguimos viagem.

 

Começa a anoitecer, damos connosco no meio da A4 a seguir as indicações para Bragança. Está decidido, vamos pernoitar lá...

 

Nova Actualização:

Chegámos a Bragança. Procurámos por um hotel e um “local” aconselha-nos o Íbis Bragança. Pensámos “porque não?”. Económico e central. Sem muitas opções fizemos check-in e, sem surpresas... Fraquinho! Sim, sabem que somos hoteleiros e isto trabalhar na área torna-nos bem mais exigentes e críticos.

 

Instalados e já a bater as nove da noite, saímos em direcção ao centro. Encontrámos o único restaurante aberto da zona, achámos nós. A chuva não permitiu procurar mais. Ficámo-nos então no Restaurante Solar Bragançano.

 

O Solar Bragançano está num antigo edifício, com uma escadaria imponente que com orgulho mostra a distinção como um dos 100 melhores restaurantes de Portugal. À partida pensaríamos que era caro, mas não. Um restaurante bem em conta. Sem opção, entrámos e fomos simpaticamente recebidos pelo dono que nos direccionou à mesa. Depressa nos explicou que era dia de pouco movimento. Para além da nossa mesa, tinham apenas duas outras ocupadas com um grupo de espanhóis.

 

O ambiente era familiar e genuinamente requintado. Uma decoração e um serviço a fazer lembrar o início do século XX.

Chegou-nos, entretanto, à mesa um pão regional com molho de azeite e ervas e, claro, o vinho tinto da casa. Entre conversas e troca de ideias com os donos do solar o tempo foi passando até chegar o prato principal. Omeleta de cogumelos com salada para um e alheira com batatas douradas e castanhas para outro. Aqui, percebemos que viemos ter ao sítio certo: o jantar estava realmente bom!

 

Para sobremesa foi-nos sugerida a torta de laranja da casa e o leite-creme que não desiludiram. Para acompanhar a sobremesa e o café, o prazer da companhia do Sr. Desidério e da Dª Ana. Um casal cinco estrelas que nos fez sentir em casa.

No final, ainda tivemos direito a uma garrafa de “Parta Velha”, um vinho da região. Eram já onze e meia quando nos despedimos com a promessa de voltar.

 

Seguimos em direcção à zona universitária, a única zona onde encontraríamos um bar aberto àquela hora e, claro, só poderíamos terminar o primeiro dia desta viagem a beber um gin.

 

 

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ÓSCARES 2014

86ª CERIMÓNIA

 

Se há coisa que deixa qualquer apaixonado por cinema colado ao ecrã é cerimónia da entrega dos Óscares. Podemos não perceber muito de cinema nem sequer ter visto todos os filmes nomeados, mas no fundo o que importa nas artes – não fosse o nosso querido cinema a 7ª – é gostarmos ou não, sem grandes razões aparentes.

 

A cerimónia anual distingue-se pelas beldades na passadeira vermelha, bem como a atribuição de galardões que destacam particularmente realizadores e actores, sem esquecer categorias como melhor banda sonora, guarda-roupa, efeitos especiais ou melhor adaptação.

 

Este ano fez-se muito bom cinema, o que dificulta a qualquer treinador de bancada – neste caso, sofá – a atribuição das estatuetas a cada uma das categorias. Desde filmes com temáticas controversas (12 Anos Escravo, O Clube de Dallas) a verdadeiras incursões pela mente humana (Um Quente Agosto, Blue Jasmine) e por todo o Universo (Gravidade), há filmes para todos os gostos.

 

Na passada madrugada assistimos à 86ª edição dos Óscares, apresentada pela controversa e semi-neurótica Elle DeGeneres. Na frente da corrida estavam Golpada Americana e Gravidade, com 10 nomeações cada, seguidos de 12 Anos Escravo, com 9 nomeações. De salientar que Golpada Americana foi o 15º filme da história dos Óscares a conseguir pelo menos uma nomeação em cada uma das quatro categorias de actuação - e o segundo filme de David O. Russell a fazê-lo em dois anos – ainda que pessoalmente considere o argumento tão enfadonho que nem as brilhantes interpretações o salvam… Talvez também por esse motivo o grande vencedor da noite tenha sido, na categoria de Melhor Filme e de Melhor Argumento Adaptado, 12 Anos Escravo, com um emotivo discurso por parte do realizador, Steve McQueen, e de um dos produtores, Brad Pitt, sem o qual não teria sido possível narrar à história do escravo Solomon.

 

Foi Her - Uma História de Amor, de Spike Jonze, que arrecadou o prémio – muito merecido –  de Melhor Argumento Original, comprovando que a Academia não resiste a uma bela história de (des)amor, narrada nestes tempos modernos repletos de incapacidade social.

Por outro lado, no mundo da fantasia, Frozen arrecadou sem qualquer surpresa o Óscar de Melhor Filme de Animação, confirmando a posição da Disney nos musicais infantis old school (de onde nunca se deveria ter afastado) tendo a própria música ‘Let It Go’ arrecadado o Óscar de Melhor Música Original.

Entre os diversos momentos emotivos – como a habitual homenagem a artistas falecidos no passado 2013 e ainda o momento musical patrocinado pela cantora Pink, celebrando Judy Garland – houve lugar para a habitual comédia, não fosse a mestre de cerimónias uma das mais enérgicas apresentadoras de talk-shows americanos: desde servir pizza aos convidados (e pôr Brad Pitt a distribuir pratos de plástico pela plateia), Ellen conseguiu desafiar uns quantos actores (de entre os quais Julia Roberts, Jennifer Lawrence, Brad Pitt, Angelina Jolie, Jared Leto, Meryl Streep, Lupita Nyong’o, Bradley Cooper) a participarem numa fotografia, que deveria quebrar o record de tweets.

 

Em poucos momentos, como a própria narrou durante a cerimónia, o site crashou devido a tanta afluência, e conseguiu que a selfie fosse replicada mais de 1,2 milhão de vezes em menos de uma hora, quebrando o record do Tweeter anteriormente detido por Obama aquando da sua reeleição em 2012.

Como quase sempre, fez-se história nesta cerimónia: Martin Scorsese tornou-se no realizador vivo com mais nomeações para melhor filme, sendo O Lobo de Wall Street o seu oitavo filme nomeado nessa categoria. Ainda que o filme não tenha ganho e que o próprio não tenha saído vencedor na categoria de Melhor Realizador mas sim o mexicano Alfonso Cúaron pelo seu Gravidade, essa nomeação permitiu-lhe desfazer o empate com Woody Allen e Steven Spielberg. Apesar de 12 Anos Escravo ter vencido nas categorias mais importantes, foi Gravidade quem no entanto arrecadou o maio número de Óscares, num total de 7 estatuetas, em categorias como Melhor Fotografia e Melhores Efeitos Especiais.

 

Se por um lado entre as nomeadas para Melhor Actriz Principal encontrávamos Meryl Streep, veterana na sua 18ª nomeação, por outro Jennifer Lawrence tornou-se na mais jovem actriz a ser nomeada por três vezes, neste caso na categoria de Melhor Actriz Secundária, aos 23 anos. Tanto para Meryl como para Jennifer apenas contou a nomeação, uma vez que a estatueta de Melhor Actriz Principal foi entregue a Cate Blanchet pela sua brilhante participação em Blue Jasmine, e foi Lupita Nyong’o a surpresa da noite ao levar consigo a estatueta dourada de Melhor Actriz Secundária. No seu discurso, um dos mais honestos de toda a cerimónia, agradeceu a Steve McQueen a oportunidade de participar em 12 Anos Escravo, agradecendo ainda à própria personagem que interpretou e relembrando toda a audiência da importância de acreditarmos nos nossos sonhos.  

 

No sector masculino, os nomeados eram caras conhecidas e actores cuja premiação deveria ser não só pela actuação que lhes garantiu a nomeação, mas pela própria carreira em si, como é o caso de Leonardo DiCaprio, que ainda não foi desta que conseguiu um homenzinho dourado, após anos de brilhantes interpretações. Ao que parece, Hollywood terá de começar a acreditar que os seus rostos bonitos também merecem ser reconhecidos pelo trabalho que desempenham… O único consolo para a derrota de Leo é o facto de o Óscar de Melhor Actor Principal ter sido muitíssimo bem entregue a Matthew McConaughey, que também ele se entregou à personagem e à história d’ O Clube de Dallas.

Quanto ao Óscar de Melhor Actor Secundário foi entregue sem surpresas a Jared Leto pela sua brilhante participação n’O Clube de Dallas: a sua vitória, além da transformação física e entrega total, deve-se ao facto de encabeçar uma revolução no pensamento mundial quanto ao próprio vírus da Sida e suas vítimas, a quem o actor fez questão de dedicar o prémio no seu discurso, não esquecendo ainda a população oprimida da Venezuela e Ucrânia.

 

Em suma, ainda que Ellen tivesse conseguido entreter a plateia e os espectadores um pouco por todo o mundo, faltou alguma coesão durante esta cerimónia que tem já demasiados bons momentos passados para permitir que cada cerimónia seja apenas e só mais uma. Quanto aos restantes prémios, podem conferi-los em http://oscares.cinema.sapo.pt/pt/2014/nomeados, tendo sempre em mente o melhor resumo de toda a cerimónia:

Por Mariana Silva

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A ESSÊNCIA DO VINHO

por Os Betolas, em 02.03.14

O maior evento vínico nacional só poderia ser no Porto e, claramente, tinha que contar com a presença dos Betolas.

 

Marcavam as 17h30 quando chegámos ao Palácio da Bolsa. Depois de levantar o copo de prova (4€ que valem a pena) fomos encaminhados para o espaço do evento.

 

Foi a primeira vez que fomos e mal entrámos percebemos logo a dimensão deste projecto. Estava lotado, o que só prova a tendência de crescimento da Essência do Vinho, a par da cidade do Porto, também como destino vínico.

 

Assumimos que não somos as pessoas mais entendidas neste tema mas houve alguns vinhos que nos marcaram. O Quinta da Leda e  o Quinta dos Carvalhais foram os  que mais apreciámos, sem esquecer, claro,  o fantástico e novo Rosé da Casa Amarela.  Foi-nos também apresentado o Sparkling Moscatel meio seco da Casa de Favaios que é bastante agradável , apesar da nossa preferência pelo bruto.

 

 

 

A Essência do Vinho, assume-se assim, cada vez mais como um espaço de reencontros de profissionais da área. Nota-se um ambiente bastante jovem e por isso, descontraído. No entanto, apesar de fazer todo o sentido que este evento se realize no Palácio da Bolsa, achámos o espaço pequeno demais para a afluência que a “essência” começa a conquistar. Em próximas edições o número de pessoas deveria ser limitado. Torna-se quase impossível chegar ás bancas com tanta gente.

 

Uma experiência fantástica que eleva o nome da nossa cidade. À saída via-se na expressão dos turistas a surpresa de quem foi, sem contar, envolvido num projecto de valor também turístico. O ambiente que se vive naquela zona por estes dias é realmente familiar, de uma cidade que sabe acolher.

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