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180º

por Os Betolas, em 14.07.14

Desculpem!

Desculpem, por não termos cumprido com a nossa palavra. Prometemos que, desde a última paragem, ia ser a valer e voltamos a falhar. Voltámos a parar o blog. Mas calma. Estamos aqui para vos explicar a razão de tudo isto.

 

Há momentos nas nossas vidas que nem as palavras nos sobram. Como sabem e já aqui referimos muitas vezes, fazemos parte de um grupo de amigos que se conhece desde sempre. Crescemos juntos, estudámos juntos e continuamos juntos. Estes dois últimos meses foram concentrados única e exclusivamente no “nós”.

 

1. Há precisamente dois meses, num dos muitos encontros para café, a Jane anunciou que estava de partida. A Jane, depois de uma série de entrevistas conseguiu entrar no sistema de saúde britânico e foi seleccionada para ir para o Reino Unido exercer aquilo para que estudou e se apaixonou – a enfermagem. As nossas reacções foram de felicidade obviamente. Sempre soubemos que aquela era a única saída para ela vingar a brutal ambição que tem. Só não sabíamos que desde aquele momento tínhamos 60 dias para nos despedirmos. E continuámos sem querer saber. Sinceramente, ninguém teve naquele momento, a real noção do que por aí vinha.

 

Os dias foram passando até ao dia em que, numa esplanada de praia, debaixo de um sol abrasador alguém “toca o alarme” e relembra que, distraídos no nosso dia-a-dia, já se tinham passado quase 20 dias dos 60 que tínhamos. Foi nesse momento que percebemos que estava na altura de colocar mãos à obra e organizar uma festa à medida da Jane. A única coisa que ficou definida desde esse dia foi que NUNCA seria uma festa de despedida, mas sim uma festa para celebrar a amizade. Começavam aqui os dias mais incríveis e alucinantes dos últimos tempos.

 

Passados 25 dias estávamos com um sunset surpresa, em pleno rio douro com todos os amigos de sempre reunidos à espera que a Jane chegasse num táxi personalizado à sua medida e de venda nos olhos. Ela nunca fez ideia do que a esperava. Foi um final de noite e noite memorável.

 

2. O dia chegou. O dia em que a Jane se mudava de vez para o Reino Unido. Acordámos todos às 4.00 da manhã para a ir levar ao aeroporto. Todos cheios de força mas no fundo já fracos da saudade.

 

É triste. É triste percebermos que a Jane foi obrigada a deixar tudo aquilo que mais ama para trás. Pior, é triste perceber que o país dela a deixou para trás. A ela e a todos nós, jovens cheios de garra e paixão que nos revemos na situação da Jane. Este país não nos merece. Não luta por nós, não nos apoia. Então porque ficar aqui? Há todo um mundo lá fora que está precisamente à procura daquilo que temos para oferecer. Que sabe que vestimos a camisola e nos envolvemos, cheios de garra, em todo e qualquer projecto ou desafio.

 

A Jane diz que volta. Acreditamos. Mas até lá, até lá com azar, já lhe seguimos as pisadas e, daqui a uns anos, cada um de nós está num sitio diferente a lutar por objectivos e ambições que sempre pensamos concretizar aqui, no nosso Portugal. Todos separados a tomar café em frente a um gadget qualquer com skype e cobertura wifi. A vida às vezes é “madrasta”…

 

3. Nós por cá, Os Betolas, aproveitamos a boleia da Jane e seguimos numa viagem de 10 dias pela Europa central. Pouco acesso à internet e três cidades maravilhosas. Saímos do Porto com destino a Barcelona e depois Hamburgo. De Hamburgo até Praga, com Berlim pelo meio, fomos no mais encantador veículo de transporte – o comboio.

 

10 dias à grande! Em grandes hotéis, grandes cidades e grandes aventuras. Novos companheiros de viagem e umas quantas memórias que vamos partilhar convosco durante esta semana. Cidade a cidade, hotel a hotel e comboio a comboio, vamos contar-vos tudo destes 10 alucinantes dias.

 

4. Entretanto, a caçula do nosso grupo já é enfermeira e orgulhosamente celebramos com ela esta etapa. Há amigos do caraças e nós temo-los a todos. Parabéns Joana!

 

5. Como vêm, não nos esquecemos disto. Impossível. Os Betolas nunca passam de moda!

 

 

 

 

 

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UMA APLICAÇÃO DO "CARAGO"!

por Os Betolas, em 30.04.14

No turismo, o Porto está em voga – já todos sabemos isso – não fossemos nós considerados Best European Destinantion 2014. Aproveitando o crescimento que a cidade está a ter nestes últimos anos, um casal Portuense, Marta Castelo e Pedro Ranito, desenvolveu uma aplicação chamada Oporto Insight. 

 

Esta aplicação, disponível para Android e IOS, além de dar a conhecer os locais mais emblemáticos a visitar, dá-nos também acesso a vários roteiros e curiosidades sobre a cidade que até nós, Portuenses, provavelmente não conhecemos. É possível encontrar vários hotéis, restaurantes, sítios para fazer compras e até informação sobre os espaços com wi-fi gratuita na cidade. 


Mais do que apenas uma aplicação, o Oporto Inshight vai funcionar como base de dados – o trabalho de investigação foi brutal  – e vai ser uma grande ajuda para todos os turistas que visitam o Porto. Nesta aplicação é possível também ter acesso a guias profissionais que fazem visitas pela cidade em várias línguas e roteiros elaborados por portuenses famosos como Vítor Baía, Manuel Serrão, o emblemático Siza Vieira ou o famoso Chef Hélio Loureiro. 
Vale mesmo a pena fazer download! Está disponível gratuitamente na Apple Store e no Google Play.

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#streetartAXA | PORTO

por Os Betolas, em 28.04.14

Eh pah, no Porto hoje acordou-se com uma cor diferente, ou melhor, cores diferentes. Sim, o projecto #streetartAXA surpreendeu-nos a todos com um extreme-makeover das nossas cabines telefónicas durante esta madrugada e tornaram "monos" a servir de abrigo ou casotas em excelentes obras de arte urbana. 

 

Ora vejam:

 

 

 

 

 

Quando vimos isto, até que deu vontade de voltar aos velhos tempos em que não havia telemóveis, sim ainda somos desse tempo, e tinhamos que usar o antigo cartão da PT Comunicações para fazer chamadas para a mãe sempre que chegavamos à escola. De qualquer das forma, fica prometido um teste dos Betolas às novas cabines!

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AS LAGOAS DE PONTE DE LIMA

por Os Betolas, em 28.04.14

O feriado foi aproveitado para acampar e, como já não o fazíamos há muito tempo, nem as fortes previsões de chuva nos impediram de o fazer. Estivemos mesmo até à última para dormir num albergue em vez de montar as tendas e arriscar duas noites com água por todo o lado, mas o lado aventureiro prevaleceu.  A ideia inicial passou por Paredes de Coura, mas o parque de campismo está em obras, com certeza a preparar-se para o Verão e para o festival, e à pressão tivemos de encontrar uma melhor opção. Então, quinta-feira à noite lá fomos rumo a Ponte de Lima.

Fomos para o um parque de campismo inserido na área protegida das Lagoas de Bertiandos e ficámos, sem dúvida, surpreendidos. Muito bem integrado no meio envolvente, o parque conta com vários espaços tanto para acampar como para estacionar a auto caravana e ainda com bungalows e albergues. Tivemos oportunidade de conhecer grande parte da sua área com o Sr. Jorge, funcionário do parque, que depois de uma hora de conversa na companhia de um chouriço assado às duas da manhã, decidiu fazer-nos uma visita guiada dando-nos a conhecer o horto e a zona dos estábulos onde reside aquele que é a coqueluche do parque: uma enorme égua chamada Lagoa que ficou toda contente por ter companhia aquelas horas!

 

Toda a zona protegida à volta do parque está muito bem conservada, os trilhos estão todos bem marcados e tratados havendo várias opções disponíveis, tanto a nível de distância como a nível de dificuldade (ficamo-nos por uma de 12Km) e há uma serie de miradouros ao longo do caminho que nos permite ter uma vista fantástica sobre as lagoas.

 

Se quiserem saber mais pormenores não deixem de dar uma olhadela no site do campo, vão ver que vale a pena: www.lagoas.cm-pontedelima.pt.

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DE GÉNIO!

por Os Betolas, em 26.04.14

Já viram o novo spot publicitário da Nike para o Mundial de Futebol 2014? O Cristiano Ronaldo è um dos protagonistas e, pasmem-se, até Irina Shayk aparece. GE-NI-AL!

 

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SER ESCUTEIRO!

por Os Betolas, em 23.04.14

 

Um passeio de domingo de manhã com os meus pais. Eu no banco de trás do carro a apreciar a paisagem. Vejo um grupo de pessoas a pé, no meio do nado com “umas roupas estranhas”. Na inocência dos meus cinco anos pergunto ao meu pai o que era aquilo. Ele diz-me que eram escuteiros e apressa-se a explicar-me que era um “grupo de pessoas de todas as idades, que se juntam para explorar a natureza e ajudar os mais pobres”. A minha mãe, logo entra na conversa e pergunta se eu me imaginava lá. Disse que sim.

 

Tempos depois, num domingo de manhã cheio de sol, os meus pais levaram-me ao agrupamento de escuteiros de Santo Ovideo. Foi amor à primeira vista. Depois daquele dia, seguiram-se 11 anos de pura diversão, entreajuda e de novos amigos.

 

Quando dei por mim, a tal ocupação de fim-de-semana, era já uma forma de viver. Foram tardes, dias e semanas em que preferi o jantar queimado numa quase-mesa no meio do nada a festas de anos de amigos ou tardes ao sol. Éramos nós, uma fogueira e as músicas de sempre até ás altas horas da noite.

 

Lembro-me, como se fosse hoje, de cada promessa que fiz. Do desespero da preparação da cerimónia, á excitação de “vestir” uma nova cor.  De cada caminhada com a mochila carregada. De cada noite ao relento, no meio de clareiras a olhar o céu. De cada construção e de cada check-list para que nada faltasse nos acampamentos. De cada anilha trocada com amigos escuteiros de outros agrupamentos. Ah, e as longas discussões com a minha mãe por eu não querer, nunca, lavar o lenço já quase sem cor ou comprar uma camisa nova. Como dizia o escuteiro Hélder Cerqueira, “não há maior orgulho que ter um uniforme quase sem cor” porque sabes que cada rasgão, cada nódoa são um marco das tuas aventuras.

 

Hoje, por motivos de força maior, infelizmente não sou escuteiro praticante. Há situações que nos ultrapassam e nos impedem de continuar mas o espírito mantém-se aqui. Eu continuo a ser escuteiro e um dia, em breve espero, voltarei ao activo com a mesma força e o mesmo entusiasmo. Tal e qual o primeiro dia.

 

 

Uma forte canhota!

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DIAS DUROS, CHEIOS DE PRAZER

por Os Betolas, em 18.04.14

A Páscoa está aí e a cidade do Porto a abarrotar de turistas. Já quase não há quartos nos hotéis da cidade. Finalmente, voltou-se a ouvir falar espanhol nas ruas. Os espanhóis perderam o medo da crise e estão a aproveitar a Semana Santa à grande com a boa disposição que os caracteriza. O volume da cidade aumentou, o “burburinho” é maior e as caras de felicidade aparecem a cada esquina. O Porto está cheio de vida!

 

O hotel onde trabalho está cheio, não só de espanhóis é claro, e o gozo que dá em ir trabalhar não podia ser maior. Costumamos dizer, entre nós hoteleiros, que para o ser “alguma coisa não bate bem”. É verdade. Não é qualquer um que se sujeita a esta vida sem horários, mal paga e desgastante. Só aguenta estar deste lado quem realmente gosta. Nunca vão encontrar ninguém a trabalhar num hotel há mais de um ano que não seja apaixonado pela área.

 

O dia de ontem foi um dos dias que voltou a provar, como se ainda fosse preciso provar alguma coisa, que este é o caminho. Dia de “lodo” - como costumamos chamar a estes dias em que nem tempo para respirar temos – é a expressão que melhor define esta semana. 

 

Nestes dias, desde o momento em que chegamos a turno até ao final passamos por vários “estados”. Chegamos no meio da confusão, perdidos e a tentar perceber o que se está a passar desde o turno anterior, entramos a sério na mecânica  do dia de seguida e chegamos a um ponto em que já estamos no domínio total. A partir daqui começa a verdadeira diversão.  Focados apenas nos clientes, há tempos para ouvir os maiores elogios à cidade e apreciar a cara de estupefacção dos turistas num Porto novo que só agora eles descobriram. É fantástico sentir que estamos a contribuir para uma experiência de excelência na cidade a uma pessoa de fora que à partida aterra cheia de expectativas no melhor destino europeu do ano.

 

Paralelamente a isto, há a parte que ninguém conhece e que um cliente de hotel não vê. A gestão de quartos. Parece difícil? É mas é onde está a grande adrenalina de encher um hotel. Trabalhar com o objectivo de “fechar a zeros”, de esgotar o “stock” de quartos disponíveis e chegar ao final da noite, já de rastos, com a sensação de dever cumprido.

 

Somos tolos? Talvez sim. Uma cambada de “escravos” felizes da hotelaria! 

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SOU SÓ EU QUE ACHO ISTO INCRÍVEL?

por Os Betolas, em 17.04.14

Tenho um MacBook Pro há quatro anos. Nunca me deu problemas e acho, sinceramente, que foi das melhores compras que já fiz. Contudo em quatro anos, já vou no quarto carregador. Mas porquê? Não é por descuido com certeza. Para cada carregador perdido, arranjei sempre um culpado. Ou a mãe que tirou-o da tomada sem cuidado, ou porque um amigo o calcou ou porque sei lá. A culpa nunca era minha. Nem é.

 

Percebi estes dias que o estreito cabo do carregador é só mais um truque da Apple para encurtar o tempo de vida deste objecto indispensável ao computador. E não é que, ao navegar no meu feed do facebook, dou de caras com este incrível freio de protecção? Próxima aquisição. Vai poupar discussões inúteis com a mãe e os amigos por certo porque afinal, a culpa nunca foi deles/minha...

 

 

 

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AINDA AQUI ESTAMOS!

por Os Betolas, em 17.04.14
Sim, nós sabemos que andamos a falhar mas a vida tem destas coisas e há compromissos profissionais que nos tiram grande parte do tempo. Sentimos muita falta de escrever para os melhores betolas do mundo e por isso estámos a preparar o regresso ao activo! Em breve vão ter notícias nossas ;)

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Depois de termos assistido à primeira mão do jogo entre City e Barça em Manchester e de ver como o jogo correu, não podemos deixar de seguir a segunda mão.

 

Ao contrário do que foi repetido dias depois da vitória do Barça na primeira mão, não consideramos a eliminatória resolvida. A forma como a equipa de Pellegrini fez frente à equipa de Tata Martino dava a entender que mesmo que a eliminatória fosse decidida em Camp Nou, o City ainda tinha uma palavra a dizer.

 

A abordagem da equipa inglesa, na primeira parte, foi diferente da forma como começou em casa. O Barça dominou claramente grande parte dos primeiros 45 min e o City deixou jogar, conseguindo várias vezes dar o ar de sua graça em contra-ataque. Neymar andou endiabrado e eclipsou Messi, que uma vez mais esteve muito apagado. O City, ainda assim, para quem tinha de virar a eliminatória, fez muito pouco nesta primeira parte. Aguero pareceu sempre demasiado sozinho, Yaya Touré caiu na teia criada pelo meio campo do Barcelona não conseguindo ser influente e decisivo e Silva e Nasri – os dois criativos – pouco ou nada criaram para fazer a diferença. 

 

A segunda parte foi completamente diferente! As equipas entraram com a baliza na mira e as oportunidades flagrantes de golo foram muitas, tornando os primeiros 15 min muito intensos. O City ainda conseguiu ser mais perigoso, usando Milner e a ala direito do ataque para o conseguir, e ainda aproveitando o virtuosismo de Fernandinho e Yaya Toure, bem mais soltos no segundo tempo. Mas tal como aconteceu na primeira mão, e uma vez mais contra a corrente do jogo, Messi aparece, depois de mais um erro individual de Lescott, e com uma classe tremenda faz o golo e deixa cair por terra as ambições do Manchester City. O jogo daqui para a frente perdeu toda a emoção, Zabaleta foi expulso e o Barça dominou totalmente o encontro. Já a finalizar, dois golos para cada lado, que nada vieram mudar o rumo do jogo.

 

O Barcelona mostrou, uma vez mais, que na fase a eliminar da Champions a experiência conta muito e o City, mesmo sendo uma equipa de grande qualidade e estando em claro crescimento, necessitará de ganhar estaleca para poder ombrear com os principais tubarões da liga milionária.

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